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Camada de contato flexível lipido-colóide

Cicatriza e protege sem causar dor:

  • Promove a Cicatrização
  • Protege os Tecidos
  • Remoção atraumática e sem dor

 

Remoção atraumática e sem dor

A Matriz Cicatrizante TLC não adere ao leito da lesão proporcionando uma troca atraumática para o neo tecido e sem dor para o paciente.

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Composição

UrgoTul é uma camada de contato flexível com a matriz cicatrizante TLC composto de:

  • Uma malha de poliéster flexível impregnada com uma camada de carboxometilcelulose e partículas lipofílicas dispersas.

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Modo de ação

Quando em Contato com o exsudato da lesão, o UrgoTul forma um gel, criando um ambiente úmido propício para promoção da cicatrização. O UrgoTul estimula a proliferação dos fibroblastos, garante a não aderência e trocas sem dor.


Este site é um site internacional. Portanto, alguns produtos ou tamanhos pode não estar disponível em alguns países. Para maiores informações, por favor, entre em contato conosco.

Benefícios para a lesão

  • Ótima da cicatrização
  • Regeneração da Epiderme
  • Meio úmido para cicatrização
  • Proliferação de Fibroblastos
  • Não adere a lesão (atraumático para o neo tecido)
  • Proteção e cicatrização da pele perilesão.
  • Pode ficar por até 7 dias* - menos trocas de curativos, evita prejudicar a cicatrização
  • Alta conformabilidade com o leito da lesão.

benefits-for-professionnalBenefícios para o profissional da saúde

  • Ótima reconstrução da derme e epiderme
  • Fácil de aplicar (fica no lugar quando aplicado)
  • Fácil de remover com trocas sem dor
  • Pode ficar por até 7 dias* – menos trocas de curativos
  • Pode ser utilizado em lesões cavitárias.
  • Pode ser usado sob compressão.
  • Eficácia clinicamente comprovada

benefits-for-patientBenefícios para o paciente

  • Não adere a lesão: trocas sem dor
  • Melhora a qualidade de vida do paciente
  • Boa tolerância
  • Muito conformável: estica conforme o movimento do corpo.
  • Melhora o conforto do paciente.
  • Pode ficar por até 7 dias* – Menos trocas de curativos

*dependendo da condição da lesão e do protocolo (quando prescrito associado a bandagem de compressão para úlceras venosas) 

 

UrgoTul é indicado para o tratamento de lesão não exsudativas ou com baixa exsudação na fase de epitelização (queimaduras, abrasões, lesões traumáticas, lesões pós-operatórias, úlceras de perna, lesões por pressão, úlceras de pé diabético, Epidermólise Bolhosa).

Contraindicações

Nenhuma

 

Instrucões de uso

  • Limpe a lesão de acordo com o protocolo da instituição e enxague com soro fisiológico.
  • Se antes for utilizado um antisséptico, enxágue a lesão com soro fisiológico antes de aplicar o UrgoTul.
  • Seque a pele perilesão cuidadosamente.
  • UrgoTul pode ser recortado com tesoura estéril para que ajustar a cobertura ao tamanho da lesão se necessário.
  • Utilizando as abas, remova o filme protetor.
  • Aplique o UrgoTul na lesão.
  • Cubra o UrgoTul com uma cobertura secundária adequada para o local e nível de exsudato da lesão.
  • Fixe o curativo com uma bandagem adequada, fita adesiva ou bandagem tubular. Ou de acordo com o protocolo da instituição. Aplique a bandagem de compressão quando prescrita.
  • UrgoTul deve ser trocado a cada 2 ou 4 dias (podendo ficar por até 7 dias*) dependendo do nível de exsudato e condição clínica da lesão. 

*dependendo da condição da lesão e do protocolo (quando prescrito associado a bandagem de compressão para úlceras venosas)

Precauções de uso

  • Como o UrgoTul pode aderir a luvas cirúrgicas (látex), é recomendado que elas sejam umedecidas com soro fisiológico para facilitar a manipulação da cobertura.
  • Se forem encontrados sinais clínicos de Infecção, o tratamento deve ser trocado por uma cobertura antibacteriana da Urgo (como o UrgoTul Ag), dependendo do julgamento clínico).
  • No caso de uma lesão profunda, anfractuosa ou de fístula, um pedaço da cobertura deve ser deixado visível para permitir a fácil remoção.
  • Descartar os pedaços não usados da cobertura.
  • Verifique se o protetor de esterilidade não está violado antes de usar.
  • Cobertura individual, de uso único e estéril (radiação ionizante); Reutilização de um produto de uso único pode levar a riscos de infecção.
  • Não reesterilize a cobertura.

Tamanhos disponíveisURGOTUL 10x10

  • 10×10 cm
  • 10×18 cm
  • 20×30 cm

 


Este site é um site internacional. Portanto, alguns produtos ou tamanhos pode não estar disponível em alguns países. Para maiores informações, por favor, entre em contato conosco.

Produto

O que é o UrgoTul?

UrgoTul é uma camada de contato flexível com a Matriz Cicatrizante TLC composto de uma malha de poliéster impregnada com uma camada de carboxometilcelulose e partículas lipofílicas dispersas.

Como funciona o UrgoTul?

Quando em Contato com o exsudato da lesão, o UrgoTul forma um gel proporcionando um meio úmido, promovendo a cicatrização. O UrgoTul estimula a proliferação de fibroblastos e garante a não aderência e trocas de curativo sem dor.

Qual o papel dos fibroblastos?

Durante a cicatrização, os fibroblastos migram para a região da lesão, proliferam e sintetizam a matriz extracelular para formar o tecido de granulação (neo tecido). Fibroblastos são então diferenciados in situ em miofibroblastos que aproxima as bordas da ferida devido às suas propriedades contrácteis. A Tecnologia Lipido-Colóide (TLC) estimula a proliferação de fibroblastos células chave no processo de cicatrização.

Indicações

Quando devo usar o UrgoTul?

UrgoTul é indicado para o tratamento de lesão não exsudativas ou com baixa exsudação na fase de epitelização.

Posso usar o UrgoTul em lesões infectadas?

Se notar sinais clínicos de infecção local, o tratamento deve ser alterado para uma cobertura antibacteriana como o UrgoTul Ag, por exemplo, dependendo do julgamento clínico.

Posso usar o UrgoTul na fase de desbridamento?

Sim, no entanto, recomendamos o UrgoClean para o tratamento desta fase de desbridamento.

Posso usar o UrgoTul com um gel?

Sim, ele pode ser associado ao hidrogel.

Quais são as contraindicações do UrgoTul?

Não há contraindicações registradas.

Uso

O UrgoTul pode aderir as luvas de látex. Como posso evitar que isso ocorra?

É recomendado usar as abas protetoras para facilitar a aplicação.

Posso cortar o UrgoTul?

Sim.

Como posso fixar o UrgoTul?

Cubra o UrgoTul com uma cobertura secundária adequada para o local e nível de exsudato da lesão. Fixe o curativo com uma bandagem adequada, fita adesiva ou bandagem tubular. Ou de acordo com o protocolo da instituição. Aplique a bandagem de compressão quando prescrita.

Posso usar o UrgoTul sob terapia compressiva?

Sim.

Quando devo trocar o UrgoTul?

UrgoTul deve ser trocado a cada 2 ou 4 dias (podendo ficar por até 7 dias*) dependendo do nível de exsudato e condição clínica da lesão.

*dependendo da condição da lesão e do protocolo (quando prescrito associado a bandagem de compressão para úlceras venosas)

Posso manter o UrgoTul e trocar apenas o curativo secundário?

Sim, o UrgoTul pode ficar na lesão por até 7 dias, a fim de evitar prejudicar a cicatrização.

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Uso de um novo curativo lipido-colóide flexível em lesões crônicas e agudas: resultado de um estudo clínico Utilização de um novo curativo lipido-colóide em lesões pediátricas: resultados de estudos clínicos Francês e Alemão Avaliação de camadas de contato não aderentes para lesões agudas traumáticas e cirúrgicas
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JWCNovBlanchet-Bardonp490_web JWCMayBernardp215-220_web BJN_132_Urgotul-smith-web
Utilização do UrgoTul para o tratamento de lesões cutâneas causadas por Epidermólise Bolhosa Estímulo da proliferação in vitro de fibroblastos de derme humana através de um curativo lipido-colóide Avaliação clínica do UrgoTul no tratamento de lesões agudas e crônicas
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Avaliação do UrgoTul associado a compressão do Curatec K4 para úlceras venosas A importância da redução da dor através da seleção do curativo na rotina de tratamento de lesões: Estudo MAPP. Evidencias de Apoio baseadas na prática: uma revisão clínica da tecnologia TLC.
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A efetividade de usar um curativo lipido-colóide para pacientes com lesões traumáticas nos dedos.

Ma K.K. et al, Clinical Nursing Research, Volume 15, Number 2, May 2006.

Este estudo compara o efeito do curativo diário de gaze com a cobertura lipido-colóide em relação ao tempo que leva para fazer o curativo e na eficácia no tratamento de lesões traumáticas nos dedos. Este é um ensaio controlado randomizado com 28 pacientes (16 grupo experimental e 12 controle) com lesões nos dedos e com perda de tecido. Os pacientes no grupo experimental e no grupo controle receberam um curativo lipido-colóide e um curativo diário de gaze respectivamente. As lesões dos pacientes foram avaliadas em relação ao tamanho e o tempo de cicatrização. Os resultados mostraram que os pacientes do grupo experimental tiveram uma recuperação mais rápida na questão da cicatrização do que o grupo controle (p=0,24). Os resultados podem ajudar a estabelecer uma prática baseada em evidência no tratamento de lesões traumáticas nos dedos em configurações clínicas.

 

O uso do UrgoTul no tratamento de queimaduras de espessura parcial e locais doadores de enxerto de pele de espessura dividida: um estudo prospectivo de controle

Tan PWW. Et al, Int Wound J 2009; 6: 295-300

O uso de gaze impregnada com parafina para queimaduras e locais doadores de enxerto de pele é comumente associado com a aderência na ferida, dor e trauma consequentes da remoção do curativo. Este estudo clínico prospectivo foi realizado para avaliar uma nova classe de curativos lipido-colóide (UrgoTul) na promoção da cicatrização e na redução da aderência ao tecido. Em um período de 6 meses, 25 pacientes consecutivos foram recrutados. Duas regiões separados de queimadura ou áreas doadoras em cada paciente foram tratados com tule-gras (TG) ou UrgoTul e cobertos com curativos secundários padrão. A avaliação objetiva das lesões foi feita por dois revisores e as avaliações subjetivas dos pacientes foram gravadas. Vinte e três pacientes (92%) foram acompanhados por uma média de 3 meses. O tempo médio para completar a epitelização foi de 9,6 e 11,9 dias para UrgoTul e TG, respectivamente (P <0,05). O sangramento foi observado em 52% das lesões com UrgoTul em comparação com 100% das lesões com TG na primeira troca de curativo (P <0,05). Os pacientes relataram “dor moderada” durante a troca de curativo em 22% e 57% nos grupos UrgoTul e TG, respectivamente (P <0,05), sendo 35% das lesões com TG muito dolorosos, necessitando de analgesia extra. Em comparação com TG, o UrgoTul foi associado a uma epitelização mais rápida, menos dor e trauma (sangramento) durante as trocas de curativo

 Uso de pressão negativa tópica com curativo lipido-colóide: resultados de uma avaliação clínica

Teot L. et al., Journal of Wound Care, Vol. 15, No8, September 2006

  • Objetivo: Avaliar a proteção e a aceitação do curativo UrgoTul no tratamento local de feridas agudas ou crônicas que receberam terapia de pressão negativa tópica (TPN).
  • Método: Trata-se de um estudo prospectivo, multicêntrico, não-comparativo e aberto. Em cada troca de curativo o médico pesquisador avaliou clinicamente e fotografou a ferida. Foi realizada a medição planimétrica e a profundidade da ferida foi avaliada no início e no final do tratamento. O acompanhamento foi realizado até ser considerado clinicamente desnecessário pelo pesquisador.
  • Resultados: Sessenta e seis pacientes foram incluídos (42 feridas agudas e 24 feridas crônicas) e acompanhados por uma média de 17 dias. As trocas de curativo foram consideradas indolores em 52% dos casos (comparado com 18% na linha de base) e a dor entre duas trocas consecutivas de curativo foi ausente em 66% dos casos (34% na linha de base). A remoção da combinação TPN + cobertura de interface foi considerada “muito fácil” ou “fácil” em 94% dos casos e a aderência à ferida foi registrada como “ausente” em 88%. Em média, os curativos foram trocados a cada 3,8 ± 1,1 dias (todas as feridas foram consideradas), e a área e profundidade da ferida foram reduzidas em 19% e 54%, respectivamente, no final do período de acompanhamento.
  • Conclusão: O uso da cobertura de interface em combinação com TPN reduziu substancialmente a dor causada nas trocas de curativo. Assim, torna-se mais aceitável o uso desta técnica, que visa otimizar o tratamento de feridas que são por vezes consideradas um impasse terapêutico

 

 

 

Avaliação de um curativo de lipido-colóide no tratamento local de úlceras de perna

Meaume S. et al., Journal of Wound care, Vol. 14, No 7, Julho de 2005.

  • Objetivo: Avaliar a eficácia, tolerância e aceitação dos curativos UrgoTul e DuoDERM E no tratamento de úlceras venosas ou de etiologia mista.
  • Método: Este foi um ensaio clínico prospectivo multicêntrico randomizado de fase IV conduzido em grupo paralelo. Envolveu 20 centros de pesquisa, incluindo dermatologia hospitalar e departamentos de medicina vascular, e práticas privadas. Dermatologistas e angiologistas / flebologistas participaram. 
    Os indivíduos eram pacientes adultos, não imunossuprimidos, com úlcera de perna não maligna e não infectada de origem predominantemente venosa (ITB > 0,8). As úlceras estavam entre 4cm² e 40cm² em tamanho, com tecido de granulação cobrindo mais de 50% de sua área de superfície. A duração da úlcera variou de 3 a 18 meses. Os pacientes foram acompanhados pelo médico pesquisador semanalmente durante oito semanas; incluindo exame clínico, medição da área da ferida e fotografias. Os enfermeiros (do hospital ou visitantes) avaliaram o volume do exsudado e a aparência clínica nas trocas de curativos.
  • Resultados: 91 pacientes foram incluídos: 47 no grupo UrgoTul e 44 no grupo DuoDERM E. Os dados demográficos dos pacientes e as características das feridas ​​nos dois grupos eram bastante similares. Após oito semanas de tratamento, a área superficial da ferida havia diminuído em 61,3% no grupo do UrgoTul e 52,1% no grupo DuoDERM E; os curativos foram alterados com maior frequência no grupo do DuoDERM E (2,54 ± 0,57 vezes por semana versos 2,31 ± 0,45 no grupo UrgoTul, p = 0,047). 33 eventos adversos locais foram registrados em 27 pacientes: 10 no grupo UrgoTul e 23 no grupo DuoDERM E (p = 0,039). Os enfermeiros relataram maior aceitação para o UrgoTul, baseados na remoção sem dor, maceração e odor (p <0,0001).
  • Conclusão: Ambos os curativos mostraram eficácia semelhante no tratamento local de úlceras venosas. No entanto, as equipes médica e de enfermagem relataram melhor tolerância e aceitação em relação ao UrgoTul. 

 

 Análise crítica de uma avaliação observacional de úlceras de pé diabético tratadas com UrgoTul

Ehrler S. et al., Journal des Plaies et Cicatrisation, N ° 58, Maio de 2007.

Esta avaliação observacional multicêntrica incluiu 35 úlceras de pé diabético tratadas localmente com a camada de contato UrgoTul neutra, com o objetivo de avaliar a eficácia, tolerância local e aceitação do UrgoTul (facilidade de aplicação e remoção do curativo, aderência a ferida, dor na remoção, estado da pele perilesão). A média de idade dos pacientes era de 68,1 anos. 49% deles foram acompanhados como pacientes ambulatoriais. 37% dos pacientes apresentaram arterite dos membros inferiores e 23% foram submetidos a revascularização. Esta avaliação clínica de UrgoTul no tratamento de úlceras de pé diabético nos estágios de granulação e epitelização demonstrou:

  • cicatrização completa das lesões em 13 dos 35 pacientes (37,1%)
  • uma redução de 54,8% na superfície afetada em um período médio de 45 dias, enquanto o tempo médio das feridas foi de 5,2 meses e em 64% dos casos a ferida era perfurante.

 

 

A pele perilesional era inicialmente saudável em apenas 21,7% dos pacientes, o que melhorou em todos os casos, exceto na presença de hiperqueratose (3 pacientes). A tolerância do curativo foi excelente. Apenas um evento adverso foi relatado (erisipela do músculo mediano direito). A remoção do curativo UrgoTul foi considerada muito fácil ou fácil em 94,2% dos casos e a dor durante a remoção foi classificada como ausente ou mínima em 87,7% dos casos. Os resultados desta avaliação confirmaram dados existentes sobre a eficácia e tolerância da camada de contato UrgoTul neutra.

 

A efetividade de usar um curativo lipido-colóide para pacientes com lesões traumáticas nos dedos.

Ma K.K. et al, Clinical Nursing Research, Volume 15, Number 2, May 2006.

Este estudo compara o efeito do curativo diário de gaze com a cobertura lipido-colóide em relação ao tempo que leva para fazer o curativo e na eficácia no tratamento de lesões traumáticas nos dedos. Este é um ensaio controlado randomizado com 28 pacientes (16 grupo experimental e 12 controle) com lesões nos dedos e com perda de tecido. Os pacientes no grupo experimental e no grupo controle receberam um curativo lipido-colóide e um curativo diário de gaze respectivamente. As lesões dos pacientes foram avaliadas em relação ao tamanho e o tempo de cicatrização. Os resultados mostraram que os pacientes do grupo experimental tiveram uma recuperação mais rápida na questão da cicatrização do que o grupo controle (p=0,24). Os resultados podem ajudar a estabelecer uma prática baseada em evidência no tratamento de lesões traumáticas nos dedos em configurações clínicas.

 

 O uso do UrgoTul no tratamento de queimaduras de espessura parcial e locais doadores de enxerto de pele de espessura dividida: um estudo prospectivo de controle

Tan PWW. Et al, Int Wound J 2009; 6: 295-300

O uso de gaze impregnada com parafina para queimaduras e locais doadores de enxerto de pele é comumente associado com a aderência na ferida, dor e trauma consequentes da remoção do curativo. Este estudo clínico prospectivo foi realizado para avaliar uma nova classe de curativos lipido-colóide (UrgoTul) na promoção da cicatrização e na redução da aderência ao tecido. Em um período de 6 meses, 25 pacientes consecutivos foram recrutados. Duas regiões separados de queimadura ou áreas doadoras em cada paciente foram tratados com tule-gras (TG) ou UrgoTul e cobertos com curativos secundários padrão. A avaliação objetiva das lesões foi feita por dois revisores e as avaliações subjetivas dos pacientes foram gravadas. Vinte e três pacientes (92%) foram acompanhados por uma média de 3 meses. O tempo médio para completar a epitelização foi de 9,6 e 11,9 dias para UrgoTul e TG, respectivamente (P <0,05). O sangramento foi observado em 52% das lesões com UrgoTul em comparação com 100% das lesões com TG na primeira troca de curativo (P <0,05). Os pacientes relataram “dor moderada” durante a troca de curativo em 22% e 57% nos grupos UrgoTul e TG, respectivamente (P <0,05), sendo 35% das lesões com TG muito dolorosos, necessitando de analgesia extra. Em comparação com TG, o UrgoTul foi associado a uma epitelização mais rápida, menos dor e trauma (sangramento) durante as trocas de curativo

 Uso de pressão negativa tópica com curativo lipido-colóide: resultados de uma avaliação clínica

Teot L. et al., Journal of Wound Care, Vol. 15, No8, September 2006

• Objetivo: Avaliar a proteção e a aceitação do curativo UrgoTul no tratamento local de feridas agudas ou crônicas que receberam terapia de pressão negativa tópica (TPN).

• Método: Trata-se de um estudo prospectivo, multicêntrico, não-comparativo e aberto. Em cada troca de curativo o médico pesquisador avaliou clinicamente e fotografou a ferida. Foi realizada a medição planimétrica e a profundidade da ferida foi avaliada no início e no final do tratamento. O acompanhamento foi realizado até ser considerado clinicamente desnecessário pelo pesquisador.

Resultados: Sessenta e seis pacientes foram incluídos (42 feridas agudas e 24 feridas crônicas) e acompanhados por uma média de 17 dias. As trocas de curativo foram consideradas indolores em 52% dos casos (comparado com 18% na linha de base) e a dor entre duas trocas consecutivas de curativo foi ausente em 66% dos casos (34% na linha de base). A remoção da combinação TPN + cobertura de interface foi considerada “muito fácil” ou “fácil” em 94% dos casos e a aderência à ferida foi registrada como “ausente” em 88%. Em média, os curativos foram trocados a cada 3,8 ± 1,1 dias (todas as feridas foram consideradas), e a área e profundidade da ferida foram reduzidas em 19% e 54%, respectivamente, no final do período de acompanhamento.

• Conclusão: O uso da cobertura de interface em combinação com TPN reduziu substancialmente a dor causada nas trocas de curativo. Assim, torna-se mais aceitável o uso desta técnica, que visa otimizar o tratamento de feridas que são por vezes consideradas um impasse terapêutico

Avaliação de um curativo de lipido-colóide no tratamento local de úlceras de perna

Meaume S. et al., Journal of Wound care, Vol. 14, No 7, Julho de 2005.

• Objetivo: Avaliar a eficácia, tolerância e aceitação dos curativos UrgoTul e DuoDERM E no tratamento de úlceras venosas ou de etiologia mista.

• Método: Este foi um ensaio clínico prospectivo multicêntrico randomizado de fase IV conduzido em grupo paralelo. Envolveu 20 centros de pesquisa, incluindo dermatologia hospitalar e departamentos de medicina vascular, e práticas privadas. Dermatologistas e angiologistas / flebologistas participaram.

Os indivíduos eram pacientes adultos, não imunossuprimidos, com úlcera de perna não maligna e não infectada de origem predominantemente venosa (ITB > 0,8). As úlceras estavam entre 4cm² e 40cm² em tamanho, com tecido de granulação cobrindo mais de 50% de sua área de superfície. A duração da úlcera variou de 3 a 18 meses. Os pacientes foram acompanhados pelo médico pesquisador semanalmente durante oito semanas; incluindo exame clínico, medição da área da ferida e fotografias. Os enfermeiros (do hospital ou visitantes) avaliaram o volume do exsudado e a aparência clínica nas trocas de curativos.

Resultados: 91 pacientes foram incluídos: 47 no grupo UrgoTul e 44 no grupo DuoDERM E. Os dados demográficos dos pacientes e as características das feridas ​​nos dois grupos eram bastante similares. Após oito semanas de tratamento, a área superficial da ferida havia diminuído em 61,3% no grupo do UrgoTul e 52,1% no grupo DuoDERM E; os curativos foram alterados com maior frequência no grupo do DuoDERM E (2,54 ± 0,57 vezes por semana versos 2,31 ± 0,45 no grupo UrgoTul, p = 0,047). 33 eventos adversos locais foram registrados em 27 pacientes: 10 no grupo UrgoTul e 23 no grupo DuoDERM E (p = 0,039). Os enfermeiros relataram maior aceitação para o UrgoTul, baseados na remoção sem dor, maceração e odor (p <0,0001).

Conclusão: Ambos os curativos mostraram eficácia semelhante no tratamento local de úlceras venosas. No entanto, as equipes médica e de enfermagem relataram melhor tolerância e aceitação em relação ao UrgoTul. 

 

 Análise crítica de uma avaliação observacional de úlceras de pé diabético tratadas com UrgoTul

Ehrler S. et al., Journal des Plaies et Cicatrisation, N ° 58, Maio de 2007.

Esta avaliação observacional multicêntrica incluiu 35 úlceras de pé diabético tratadas localmente com a camada de contato UrgoTul neutra, com o objetivo de avaliar a eficácia, tolerância local e aceitação do UrgoTul (facilidade de aplicação e remoção do curativo, aderência a ferida, dor na remoção, estado da pele perilesão). A média de idade dos pacientes era de 68,1 anos. 49% deles foram acompanhados como pacientes ambulatoriais. 37% dos pacientes apresentaram arterite dos membros inferiores e 23% foram submetidos a revascularização. Esta avaliação clínica de UrgoTul no tratamento de úlceras de pé diabético nos estágios de granulação e epitelização demonstrou:

• cicatrização completa das lesões em 13 dos 35 pacientes (37,1%)

• uma redução de 54,8% na superfície afetada em um período médio de 45 dias, enquanto o tempo médio das feridas foi de 5,2 meses e em 64% dos casos a ferida era perfurante.

A pele perilesional era inicialmente saudável em apenas 21,7% dos pacientes, o que melhorou em todos os casos, exceto na presença de hiperqueratose (3 pacientes). A tolerância do curativo foi excelente. Apenas um evento adverso foi relatado (erisipela do músculo mediano direito). A remoção do curativo UrgoTul foi considerada muito fácil ou fácil em 94,2% dos casos e a dor durante a remoção foi classificada como ausente ou mínima em 87,7% dos casos. Os resultados desta avaliação confirmaram dados existentes sobre a eficácia e tolerância da camada de contato UrgoTul neutra.

Última atualização : 17/11/2018