Úlcera em pé diabético

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Úlcera em pé diabético (Malum Perforans Pedis)

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Esta é uma ulceração crônica, indolor e limpa que se desenvolve devido a distúrbios vasculares, neurológicos e metabólicos em diabéticos.

Úlceras em pé diabético são geralmente localizadas sob a cabeça do 2º ou 3º osso metatarso ou em qualquer outro ponto de pressão normal ou anormal na parte de baixo do pé.

Elas podem ser rapidamente complicadas por infecções, abscessos ou osteíte e frequentemente resultam em amputação, se não tratadas.

Diabetes

Diabetes é um estado de hiperglicemia (glicemia elevada) resultando de fatores tanto genéticos quanto ambientais.

Definição de glicemia

Glicemia: nível de glicose no sangue.

  • A glicemia normal em um indivíduo saudável, com o estômago vazio, situa-se entre 0,7 e 1,1 g/L.
  • Hipoglicemia: abaixo de 0,7 g/L.
  • Hiperglicemia: acima de 1,1 g/L.
  • Diabetes: acima de 1,26 g/L.

Diabetes tipo I (10% dos diabéticos)

Esta forma de diabetes é caracterizada pelo desaparecimento completo ou incompleto da secreção de insulina pelo pâncreas. Esta ausência de insulina é responsável por hiperglicemia séria e terá um resultado fatal se não for tratada com injeções de insulina frequentes.

Diabetes tipo 2 (90% dos casos)

Esta forma de diabetes é caracterizada por resistência à insulina, frequentemente acompanhada por obesidade. A necessidade de tratamento com insulina é rara quando a dieta é controlada e medicamentos redutores de glicose como metformina são eficientes. Infelizmente, há casos em que a insulina se torna necessária após diversos anos de evolução.

 

Em ambos os tipos de diabetes, hiperglicemia crônica é responsável por complicações de longo prazo que explicam a alta morbidade e mortalidade associadas à doença.

Fisiopatologia

Se o paciente não prestar bastante atenção a seus pés, as úlceras podem se desenvolver rapidamente.

Para saber mais

A anormalidade neurológica no pé diabético reduz a capacidade da pele de suar, deixando a pele seca, passível de fissura e aberta à infecção. A ausência de sensação e alterações na estrutura do pé contribuem para a formação de úlceras em pontos de excessiva pressão.

Incidência/prevalência

Aproximadamente, 15% dos pacientes diabéticos têm ou tiveram uma lesão nos pés. O risco de amputação é 15 a 20 vezes maior na população diabética do que na população geral.

Para descobrir mais

Entre 5% e 10% das pessoas com diabetes terão que, em algum estágio, submeter-se a uma amputação (dedo do pé/perna). Em 30% a 50% dos casos, há um risco de amputação contralateral dentro de 5 anos. A taxa de mortalidade é de 50% dentro de 5 anos após a amputação.

A extensão deste problema humano e financeiro deve estimular melhoras no cuidado preventivo.

Características

A úlcera toma a forma de uma lesão com bordas afiadas e queratinosas bem definidas. O maior risco é o de infecção. Tipicamente indolor, o paciente pode não perceber que a infecção se instalou. A úlcera de pé fornece uma via de entrada para a infecção que pode ter consequências a longo prazo.

Mesmo na ausência de infecção, o suprimento precário de sangue pode levar ao estabelecimento de gangrena “seca” ou diabética, em que a falta de suprimento de sangue faz com que o tecido afetado morra lentamente, se houver doença arterial periférica oclusiva, o risco de amputação é alto.

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Diabetes tipo I (10% dos diabéticos

A cicatrização de lesões de pé diabético é um processo complexo devido à baixa vascularização e outras alterações metabólicas em diabetes. A avaliação vascular deve ser feita quando um paciente apresentar uma úlcera porque ela influencia o eventual processo de cicatrização.

O protocolo de cuidado envolve limpar a lesão com soro fisiológico antes de fazer o curativo e utilizar medidas preventivas para estabilizar a pressão sob o pé diminuindo a carga/peso nesse ponto.

A escolha de cobertura depende do nível de exsudato e infecção. Uma cobertura flexível também oferece uma vantagem considerável dada a difícil localização das úlceras:

  • Coberturas oclusivas devem ser evitadas
  • Se a lesão não estiver infectada, então uma cobertura que garanta um ambiente úmido para cicatrização pode ser usada para acelerar a cicatrização na presença de altos níveis de MPMs.

  • As coberturas devem ser trocadas frequentemente e a lesão deve ser monitorada atentamente:

    • Se uma cobertura contendo prata for usada, ela deve ser trocada a cada 1 a 3 dias dependendo do nível de exsudato e condição da lesão:
      • Recomenda-se utilizar coberturas contendo prata por no mínimo duas semanas, e então reavaliar a lesão.
      • Um máximo de quatro semanas é geralmente recomendado.

Veja os links abaixo para mais informações sobre:

  • Desbridamento
  • Infecção

A glicemia do paciente deve ser bem monitorada e medidas devem ser tomadas para atingir a glicemia ótima, para prevenir períodos de hiperglicemia prolongados, que impedirão a cicatrização da lesão.

Estas recomendações não substituem a opinião de especialistas com base em um diagnóstico completo.


Estas recomendações não substituem a opinião de especialistas com base em um diagnóstico completo.

O cuidado com os pés é essencial em todos os pacientes com diabetes.

Para saber mais

É importante que os profissionais de saúde verifiquem frequentemente a sensibilidade do pé (frio, calor, corpo estranho, reflexos, etc.). A falta de sensibilidade é um importante contribuinte para o desenvolvimento de uma úlcera no pé.

Podólogos são especialistas que podem prestar atenção especial ao encaixe do sapato e as condições gerais do pé, verificando regularmente quanto a sinais de lesão ou infecção.

Os pacientes devem evitar andar de pés descalços e a higiene cuidadosa é essencial.


Estas recomendações não substituem a opinião de especialistas com base em um diagnóstico completo.
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Estas recomendações não substituem a opinião de especialistas com base em um diagnóstico completo.
Última atualização : 17/11/2018